nappinappi
← Blog

Calendários de Vacinação Infantil por País, Comparados

Uma amiga mudou-se da Cidade do México para Austin quando o filho tinha cinco meses. Na primeira consulta pediátrica nos EUA, a enfermeira pegou a Cartilla e começou a conferir as caixinhas, até pausar: "Ele já tomou BCG?" No México, é a primeira vacina que um bebê recebe, aplicada no hospital antes mesmo de a mãe receber alta. Nos EUA, ela nem aparece no calendário. A enfermeira anotou, seguiu em frente, e o menino estava de volta nos trilhos já na primeira consulta.

Todos os países de alta renda protegem os bebês contra praticamente o mesmo conjunto de doenças no primeiro ano de vida. As diferenças estão no tempo, nas combinações de vacinas utilizadas e em um punhado de imunizantes que refletem padrões locais de doença. Este post compara os cinco países da América Latina que o nappi suporta (México, Brasil, Argentina, Chile, Colômbia) junto com EUA, Reino Unido, Itália, França e Alemanha. Se você está mudando de país, ou cuidando do bebê em um país enquanto a família pergunta sobre o calendário de outro, a sobreposição tranquiliza e as lacunas são administráveis. O calendário que importa é o do país de destino.

Quais vacinas a maioria dos países aplica no primeiro ano?

Em todos os dez países, bebês com menos de 12 meses são vacinados contra a mesma lista central: difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, haemophilus influenzae tipo b (Hib), pneumococo, rotavírus, hepatite B e doença meningocócica.12 Sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral) costumam começar entre 11 e 15 meses. Varicela (catapora) é de rotina em alguns países, em outros não.

Duas vacinas separam rotineiramente os países: BCG (tuberculose) e a dose ao nascer da hepatite B. A BCG é aplicada em países com maior prevalência de TB, geralmente ao nascer. A dose ao nascer da hepatite B é universal em alguns calendários e adiada ou seletiva em outros.

Tabela comparativa: EUA, Reino Unido e Europa

Esta é uma visão simplificada da espinha dorsal do primeiro ano. Reforços, doses de recuperação e acréscimos específicos de cada país (gripe, VSR, COVID-19, HPV mais tarde) ficam de fora.

Idade EUA (CDC)1 Reino Unido (NHS)2 Itália (PNPV)5 França6 Alemanha (STIKO)7
Nascimento HepB
2 meses HepB, RV, DTaP, Hib, PCV, IPV 6-in-1, MenB, Rota 6-in-1, PCV, Rota 6-in-1, PCV, Rota 6-in-1, PCV, MenB, Rota
3 meses 6-in-1 (2), MenB (2), Rota (2) MenB MenB
4 meses RV, DTaP, Hib, PCV, IPV 6-in-1 (3), PCV 6-in-1 (2), PCV (2) 6-in-1 (2), PCV (2) 6-in-1 (2), PCV (2), MenB
5 meses MenB (2) MenB (2)
6 meses HepB (3), RV (se 3 doses), DTaP (3), Hib (se 4 doses), PCV (3), IPV (3) MenACWY
11-12 meses MMR, Varicella, HepA, PCV (booster) MMRV, PCV (booster), MenB (3) 6-in-1 (3), PCV (3), MMRV, MenACWY 6-in-1 (3), PCV (3), MMR, MenB (3), MenACWY (2) 6-in-1 (3), PCV (3), MMR, varicella, MenB
15-18 meses DTaP (4), Hib (final) 6-in-1 (4), MMRV (2) (born from Jul 2024) MMR (2)

Observação: "6 em 1" é uma vacina combinada que leva DTaP, IPV, Hib e HepB. Uma única picada faz o trabalho de quatro a seis.

Comparação LATAM: vacinas infantis no primeiro ano

México (Cartilla Nacional de Vacunación), Brasil (PNI), Argentina (CNV), Chile (PNI) e Colômbia (PAI). Os cinco aplicam BCG e hepatite B ao nascer. Os calendários divergem no formato da vacina combinada, na cobertura meningocócica e em acréscimos relevantes regionalmente, como febre amarela.

Idade México (CNV)3 Brasil (PNI)4 Argentina (CNV)8 Chile (PNI)9 Colômbia (PAI)10
Nascimento BCG, HepB BCG, HepB BCG, HepB BCG, HepB BCG, HepB
2 meses Hexavalente, Rota, PCV13 Penta, IPV, Rota, PCV10 Pentavalente, IPV, Rota, PCV20 Hexavalente, PCV13, MenB Pentavalente, IPV, Rota, PCV13
3 meses MenC MenACWY
4 meses Hexavalente (2), Rota (2), PCV13 (2) Penta (2), IPV (2), Rota (2), PCV10 (2) Pentavalente (2), IPV (2), Rota (2), PCV20 (2) Hexavalente (2), PCV13 (2), MenB (2) Pentavalente (2), IPV (2), Rota (2), PCV13 (2)
5 meses MenC (2) MenACWY (2)
6 meses Hexavalente (3), Influenza Penta (3), IPV (3), Influenza Pentavalente (3), OPV (3), Influenza Hexavalente (3), Influenza Pentavalente (3), IPV (3), Influenza
7 meses Influenza (2) Influenza (2)
9 meses Yellow fever Yellow fever
12 meses SRP (MMR), PCV13 (booster) Triple viral (MMR), PCV10 booster, MenACWY booster Triple viral (MMR), PCV20 booster, HepA Tres vírica (MMR), MenACWY, PCV13 booster Triple viral (MMR), PCV13 booster, HepA, varicela
15 meses DTP booster, IPV booster, MMR (2), varicella, HepA MenACWY booster, varicela
18 meses Hexavalente (booster) Pentavalente booster Hexavalente booster, MenB booster, HepA, varicela DPT booster, MMR (2)

Observação: "Pentavalente" na Argentina, Brasil e Colômbia combina DTP + Hib + HepB (a pólio é aplicada separadamente como IPV/VIP). "Hexavalente" no México e no Chile acrescenta IPV à mesma picada, reduzindo uma injeção por consulta.

Onde aparecem as diferenças de verdade?

BCG (tuberculose). Todos os cinco países da América Latina aplicam BCG ao nascer.348910 EUA, população geral do Reino Unido, Itália, França e Alemanha não aplicam, embora o Reino Unido a ofereça de forma seletiva a bebês de comunidades de maior risco. Um bebê que imigra do Brasil ou da Argentina para os EUA não precisa repetir nada. Um bebê no caminho inverso costuma receber a BCG de recuperação se tiver menos de 12 meses.

Dose de hepatite B ao nascer. EUA e os cinco países da América Latina aplicam hepatite B dentro de 24 horas após o nascimento, como prática universal.1348910 Reino Unido, Itália, França e Alemanha normalmente incluem a hepatite B dentro da 6 em 1 a partir das 8 semanas ou 2 meses, com uma dose seletiva ao nascer quando a mãe testa positivo.26

Pentavalente x hexavalente. Argentina, Brasil e Colômbia usam a combinação pentavalente (DTP + Hib + HepB) e aplicam a pólio separadamente: Brasil e Colômbia usam IPV aos 2, 4 e 6 meses, enquanto a Argentina aplica IPV aos 2 e 4 meses e troca para a pólio oral (OPV) na terceira dose. México e Chile usam a hexavalente (inclui IPV na mesma picada), o que significa uma injeção a menos por consulta no mesmo calendário.39

A cobertura meningocócica varia bastante na América Latina. A Argentina aplica MenACWY aos 3, 5 e 15 meses.8 O Brasil aplica MenC aos 3 e 5 meses, com um reforço de MenACWY aos 12 meses.4 O Chile cobre as duas cepas, MenB aos 2 e 4 meses mais MenACWY aos 12 meses.9 México e Colômbia não incluem vacina meningocócica na infância de rotina.310 Fora da LATAM: a França tornou a MenB obrigatória com calendário 3-5-12 em 2025 e ampliou a C para ACWY.6 O Reino Unido aplica MenB às 8 semanas, 12 semanas e 1 ano.2 A Alemanha adicionou a MenB como vacina infantil de rotina.7 Os EUA recomendam MenACWY aos 11 anos, não na infância, a menos que o bebê esteja em grupo de alto risco.

Febre amarela. O Brasil aplica febre amarela aos 9 meses, e a Colômbia também aos 9 meses (passou dos 18 meses em 2025), refletindo regiões endêmicas.410 México, Chile e Argentina não vacinam rotineiramente bebês contra febre amarela, embora clínicas de viagem apliquem em crianças que visitam áreas endêmicas.

Rotavírus: duas doses ou três. NHS, Alemanha, França, Itália, Argentina, Brasil e Colômbia costumam usar o rotavírus oral de 2 doses (Rotarix). Os calendários dos EUA e do México usam tanto o de 2 doses (Rotarix) quanto o de 3 doses (RotaTeq), dependendo do produto em uso. Perder a janela importa mais do que qual produto: a primeira dose precisa começar antes das 15 semanas e a série precisa terminar antes dos 8 meses na maioria dos calendários. Recuperar um bebê que migrou depois do limite de idade geralmente não é possível.

Momento da tríplice viral. O Reino Unido aplica a primeira tríplice viral (agora MMRV, incluindo varicela) aos 12 meses desde janeiro de 2026.2 A Itália aplica MMRV aos 12 meses.5 EUA, França, Alemanha e México aplicam a tríplice viral entre 11 e 15 meses (a Alemanha aos 11 meses), com varicela combinada (MMRV) ou aplicada separadamente na mesma consulta.167 A tríplice viral do Brasil é aplicada aos 12 meses, com uma segunda dose mais varicela aos 15 meses.4 Argentina, Chile e Colômbia aplicam a tríplice viral aos 12 meses.8910

Novidades para ficar de olho. O Reino Unido trocou a tríplice viral separada mais varicela pela MMRV combinada em janeiro de 2026.2 A vacinação materna contra VSR (aplicada durante a gestação) e o anticorpo monoclonal para bebês (nirsevimabe) estão sendo implementados na maioria desses países, embora entregues por programas de maternidade ou sazonais, e não pelo calendário infantil padrão.

O que uma família que está migrando deve fazer de fato?

Leve o registro em papel do país de origem. Um cartão de imunização do CDC americano, um Red Book britânico, uma Cartilla Nacional de Salud mexicana, uma Caderneta de Vacinação brasileira, uma Libreta Sanitaria del Niño argentina, um Carné de Control Niño Sano chileno, um Carné de Vacunación colombiano, um Impfpass alemão, um carnet de santé francês e um libretto sanitario italiano são todos aceitos em consultas pediátricas no exterior. Pediatras leem calendários de outros países todos os dias.

A primeira consulta pediátrica no país de destino deve ser marcada nas primeiras semanas. O profissional vai comparar o que o bebê já recebeu com o calendário local, marcar o que estiver faltando e montar um plano de recuperação. A maioria das doses perdidas se encaixa nas consultas já existentes, sem a necessidade de uma ida extra.

Algumas coisas não se transferem. A BCG aplicada no Brasil ou na Argentina deixa uma pequena cicatriz no ombro que pediatras dos EUA ou do Reino Unido podem comentar: é esperado e não é problema. Uma dose de hepatite B aplicada ao nascer no México conta para o calendário britânico, ainda que o Reino Unido não aplique uma de rotina. Uma série de MenB iniciada na França ou no Chile não tem equivalente nos EUA na infância, então a aplicação para na fronteira, a menos que a criança esteja em grupo de alto risco.

O que pega as famílias de surpresa mais do que as diferenças de calendário: papel. Faça cópias, tire fotos de cada página e mande por e-mail para você mesma antes da mudança. Reobter um registro de vacinação entre países é surpreendentemente difícil.

Como o nappi lida com o acompanhamento específico por país?

O nappi não agenda vacinas para você, e nem deve: isso é papel do pediatra. O que o app faz é permitir que você registre as doses com as datas para que o histórico acompanhe sua família junto com sono, alimentação e crescimento. Quando você entrega o celular a um novo profissional em uma nova consulta, as datas estão em um único lugar e não dependem do cartão em papel sobreviver à mudança.

O gráfico de crescimento e o guia de alimentação também são independentes de país: padrões da OMS para os primeiros dois anos, com curvas de referência do CDC disponíveis para famílias cujo pediatra usa essas em vez daquelas. Para questões de saúde específicas por país além do calendário, consulte o hub de recursos para ver o que já documentamos.

Perguntas frequentes

Meu bebê fica super-vacinado se eu seguir os calendários do país de origem e do país de destino?

Quase nunca. Pediatras que avaliam um histórico de transferência evitam deliberadamente duplicar doses que já contam. Se um bebê fez a série completa da 6 em 1 na França, o profissional nos EUA não vai reiniciar a DTaP; ele vai registrar as doses francesas e continuar de onde o calendário parou. A dose extra rara (por exemplo, uma tríplice viral aplicada antes do que o calendário dos EUA espera) é medicamente inofensiva.

E se meu bebê perdeu uma dose por algumas semanas por causa de uma viagem?

Um atraso de algumas semanas não é problema para nenhuma vacina infantil. Calendários de recuperação existem exatamente para isso. A exceção é o rotavírus, que tem um limite superior de idade rígido por causa de um raro risco de intussuscepção. Se o rotavírus foi perdido por completo e seu bebê já passou dos 8 meses, não dá para recuperar, mas todas as outras vacinas do calendário têm janela de recuperação bem dentro da infância.

Estamos mudando entre países da América Latina. O quanto precisa mudar?

Muito pouco. Os calendários da LATAM compartilham a mesma espinha dorsal: BCG e HepB ao nascer, pentavalente ou hexavalente aos 2-4-6 meses com IPV, PCV, rotavírus, tríplice viral aos 12 meses e reforço de DTP por volta de 15-18 meses. Um bebê vacinado pelo CNV argentino que se muda para a Colômbia, ou um bebê mexicano que se muda para o Chile, normalmente precisa, no máximo, de um ou dois acréscimos (uma dose meningocócica, uma vacina de febre amarela por volta dos 9 meses se for para o Brasil ou Colômbia) e quase nunca precisa reiniciar nada. Leve o registro em papel e marque uma consulta pediátrica nas primeiras semanas.

Meu bebê precisa de BCG se nos mudamos para um país que não aplica?

Em geral, não, a menos que você esteja voltando ou viajando com frequência para um país com maior prevalência de TB. Os EUA, por exemplo, não recomendam BCG para crianças cuja residência de longo prazo é nos EUA. Se a situação da sua família é mista (avós no México, residência principal na Alemanha, longas estadias frequentes), pergunte ao pediatra especificamente; a BCG está disponível em clínicas de viagem.

Quais países consideram as vacinas legalmente obrigatórias versus recomendadas?

França, Itália e Brasil tratam a maioria das vacinas infantis centrais como legalmente exigidas para matrícula em creche ou escola.456 México, Argentina, Chile e Colômbia exigem que elas estejam em dia para que o cartão nacional de vacinação seja válido, o que é necessário para a pré-escola e vários programas sociais. EUA, Reino Unido e Alemanha se apoiam em forte recomendação mais exigências de matrícula escolar que variam por estado ou região. O efeito prático é parecido: a maioria das crianças nos dez países recebe a maior parte das vacinas no tempo certo.

Este texto é uma referência, não orientação médica. Calendários de vacinação mudam, e circunstâncias individuais (prematuridade, condições imunológicas, planos de viagem, histórico familiar) afetam o que seu bebê realmente precisa. Converse com o pediatra sobre a situação específica de vocês.

Referências

1. Centers for Disease Control and Prevention. "Child and Adolescent Immunization Schedule by Age." CDC, 2025. cdc.gov

2. UK Health Security Agency. "Complete routine immunisation schedule from 1 January 2026." GOV.UK, 2026. gov.uk e NHS vaccinations and when to have them

3. Secretaría de Salud. "Esquema de Vacunación" e "Cartillas Nacionales de Vacunación." Gobierno de México. gob.mx esquema e gob.mx cartillas

4. Ministério da Saúde. "Calendário Nacional de Vacinação." Programa Nacional de Imunizações, 2026. gov.br

5. Istituto Superiore di Sanità. "Piano Nazionale di Prevenzione Vaccinale (PNPV) 2023-2025." EpiCentro. epicentro.iss.it

6. Ministère du Travail, de la Santé, des Solidarités et des Familles. "Calendrier des vaccinations." sante.gouv.fr, 2026. sante.gouv.fr

7. Robert Koch-Institut. "STIKO-Impfempfehlungen 2026 / Impfkalender." RKI. rki.de

8. Ministerio de Salud. "Calendario Nacional de Vacunación." Argentina.gob.ar. argentina.gob.ar

9. Ministerio de Salud. "Calendario de Vacunación." MINSAL Chile. vacunas.minsal.cl

10. Ministerio de Salud y Protección Social. "Esquema PAI (Programa Ampliado de Inmunizaciones)." MinSalud Colombia. minsalud.gov.co

Experimente o nappi grátis

Registre sono, mamadas, fraldas e mais, em segundos.